9 de outubro de 2013

Há dias falava com uma amiga a propósito da minha vontade em fazer uma tatuagem. Confessava-lhe o meu receio de não gostar de me ver com ela quando for velhinha e a minha amiga só me disse: "Mas como é que tu sabes se vais chegar a velha?". Na altura, ri-me e aquilo entrou-me (quase) a 100 e saiu-me a 1000. Hoje, quando acabo de saber que mais um jovem (daqueles mesmo porreiros e bem dispostos, alegres e boas pessoas... sempre as boas pessoas...) de 31 anos morre de forma estúpida e sem aviso prévio (acidente de mota... malditas motas e malditas pessoas que conduzem em contramão...), tudo me faz mais sentido. A vida é tão efémera, tudo é tão relativo, hoje estamos aqui, amanhã só Deus sabe (e Deus? onde está Deus nestas alturas?). O destino, sempre o destino... é desculpa para tudo? É desculpa para levar pessoas como o R. ou o T.? É desculpa para deixar viúvas pessoas que se casaram há 6 meses? E os pais? Como se chamam os pais quando perdem um filho? Não há nome. Não há palavras. Não faz sentido. Resta-nos o chamado tempo para ajudar a atenuar a dor. A tristeza, essa nem o tempo consegue atenuar.

3 comentários:

  1. É bem verdade, não sabemos o dia de amanhã...nem mesmo do próximo minuto!
    Temos que aproveitar a vida, com consciência, claro, mas aproveitar e relativizar algumas coisas que, no final de contas, não têm importância nenhuma :)
    E quanto à tatuagem, sempre podes começar por uma bem pequenina!
    Beijinhos

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  2. Como em pequenos grandes textos viajamos de pequenas tatuagens para sentidos da vida!! Depois de palavras tão profundas e cheias de sentido, só posso concordar com...ir, sobretudo, em frente... seja na tatuagem, seja na vida! * Beijinhos que te tatuam a alma *

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  3. conheço quem conhecia... e são realmente momentos que nos fazem ter um flashback... é arrepiante.. :(

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