11 de março de 2014

Desejos para 2014...*8

Perder-me. De amores, nos caminhos e nas horas. Perder-me, mas sem perder o rumo. (Re)descobrir novas pessoas (eu, inclusive), novas ruas da(s) minha(s) cidade(s) e novos ritmos de vida. Perder-me, reencontrando-me. Eis algumas fotos de uma das minhas últimas "perdições" enquanto, num final de tarde, me dirigia para o trabalho por caminhos pelos quais nunca tive tempo (ou vontade ou predisposição para...) para explorar.

10 de março de 2014

In love... *8

... com artigos de decoração alusivos a pássaros! Gosto imenso de pássaros (animal), de pássaros na moda e, mais recentemente, na decoração! Estou apaixonada por esta almofada que a minha querida amiga F. me deu (amorei!) e por esta gaiola que comprei com a minha querida amiga S. (bela recompensa depois da nossa caminhada!).

7 de março de 2014

Alimentar o amor

"Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir. Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter. Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte. É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões. É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar. Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou. Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros. Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela. Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar." Texto do sempre brilhante Miguel Esteves Cardoso.

5 de março de 2014

In love... *7

... com este filme de animação (confesso que fiquei com a lagrimita no canto do olho!) e com este (confesso que me parti a rir com a parte final!).

26 de fevereiro de 2014

Ritinha, formas tens tu, mas bom gosto é coisa sobre a qual nunca deves ter ouvido falar...
E não, não estou possuída pela dor de cotovelo. Já não é a primeira vez que esta menina tem assim uns "devaneios de moda".

25 de fevereiro de 2014

Quero... *2

Ai, ai nunca mais chega o bom tempo para poder pavonear-me com roupinhas giras como estas!!
(Duas primeiras fotos Mango, penúltima H&M, última Oysho e restantes Zara. Porquê Zara? Porquê que tens sempre peças TÃO lindas?!?!)