28 de outubro de 2013
Sancha Pança - Parte II
Há já algum tempo que tinha prometido escrever sobre as minhas experiências gastronómicas de budget mais elevado, portanto, e como o prometido é devido, aqui vai. Reparei que são dois restaurantes de cada estilo: dois de tapas, dois de pizzas/pastas e dois de sushi. Espero que vos seja útil na hora de escolher um restaurante!
Casa de Pasto da Palmeira (Foz) - O espaço é castiço e bem frequentado, mas peca por ser extremamente pequeno (é possível tentarem ir lá 3 vezes ou mais até conseguirem um dia em que haja uma mesa disponível. Ainda para mais, no Inverno sem a esplanada, piora a situação). Os queques de alheira são talvez a coqueluche da casa, mas da próxima vez não me escapa o famoso bolo de chocolate da Sandra! Preço médio: +- 28 euros (sem sobremesa).
Clérigos (Baixa) - O forte deste restaurante é a esplanada, que é amorosa, mesmo ali na baixa da cidade do Porto. As tapas não são más, mas também não são espectaculares. Não há assim um prato marcante, como no restaurante anterior, mas não desgostei. Preço médio: +- 20 euros.
Pizza & Drinks (Baixa) - O restautante é giro e bem frequentado. As pizzas são hiper, super, mega fininhas e boas. A massa negra com gambas, nem por isso. A mousse de chocolate e a sangria também são muito boas! Tem um conceito de sala privada para grupos interessante. Preço médio: +-23 euros
Ciao Bella (Praia da Aguda) - Apesar deste post ser sobre "novas" descobertas/experiências gastronómicas, não resisto a inserir aqui um "amor" antigo. É, simplesmente, o "meu" restaurante. Gosto da comida, do espaço (lindo! Rapidamente me consigo teletransportar para um qualquer destino de férias!), do atendimento e das micro sobremesas. Não sei se vos acontece, no final de uma refeição, querer um docinho, só mesmo para terminar com chave de ouro, mas não ter barriga para uma sobremesa inteira (além de que as sobremesas estão caríssimas!). Acabo, muitas vezes, por não pedir nada. Felizmente, aqui, as sobremesas são servidas, regra geral, num pequeno copo (perfeito, perfeito, só se fosse um nadica de nada maior, mas assim já está muito bom!) e, assim, come-se o docinho, sem ficar cheia que nem um pote. À noite é lindo, mas de dia também, dando para ficar na esplanada e/ou dar uma voltinha naquela que, muito provavelmente, é das praias em estado mais natural da região. Preço médio: +- 20 euros.
Kyodai Sushi Bar (Boavista) - Depois de anos e anos com o Kyodai na Ribeira (pequeno que só ele, mas com um sushi m-a-r-a-v-i-lh-o-s-o!), eis que os sushimen Edson e Edivaldo decidiram abrir uma versão mais sofisticada, desta vez no Hotel Fénix. A esplanada é simpática, assim como o restaurante, mas talvez por estar inserido num hotel (se bem que não é de muitas estrelas) tem algum snobismo no atendimento que eu, pessoalmente, dispensava. O sushi é muito bom, mas não aconselho o menu de degustação. Empatam muito com entradas, que se não as comesse (e muitas delas não comi mesmo!!), era-me igual ao litro. Pagar por pagar, prefiro pagar só pelo sushi/sashimi. Preço médio: +- 35 euros (sem sobremesa)
Confraria (Lisboa - Cais do Sodré) - Restaurante giro e intimista. Muita luz à vela, ambiente simpático e staff atencioso. Achei um piadão à entrada de palitos de cenoura num copo de cocktail. Forma simpática e económica de dar as boas vindas às pessoas e entretê-las enquanto esperam pelo sushi. O sushi em si não é dos melhores que já comi, mas é bom (pessoalmente, gosto do sushi o mais básico possível. Para mim peixe e arroz e umas sementinhas, vá, está óptimo. Quando põe muitos molhos e fruta, eu não gosto. Sorte de quem vai comigo, que assim come mais!). A localização é um dos pontos fortes, mesmo em frente à minha queridíssima Pensão Amor (prometo post sobre espaços nocturnos). Preço médio: +- 30 euros (sem sobremesa).
27 de outubro de 2013
Zangam-se as comadres...
... descobrem-se as verdades. Se há ditado que é bem verdade, é este. Há muito boa gente que, rapidamente, se esquece da lealdade que devemos (à partida) ter com o(s) outro(s) e que vêm para a praça pública atirar tudo para o ventilador. E isso não é bonito, não é não.
Então não é, que a Bárbara Guimarães (não gosto, nem nunca gostei desta senhora, tenho dito) e o seu (ex) querido Manuel Maria Carrilho se separaram (ia jurar que não há muito tempo estavam todos felizes em fotos no lançamento de um livro qualquer)? Mas isso é o menos, face à lavagem de roupa suja que tem vindo para a comunicação social desde que se separaram (não acho normal isto ser tema de telejornal das 20h!! Mas que jornalismo é este, que anuncia quase no final do telejornal, que grandes atletas nossos são campeões do Mundo e abrem telejornais com historinhas destas, de pessoas sem interesse nenhum?!?!) . Ela diz que ele lhe bate diariamente desde há 6 meses. Ele diz que ela está sempre alcoolizada (o que justifica as nódoas negras) e, como se não bastasse, a agir como uma louca. Ela impede-o de entrar em casa e ver os filhos (com direito a seguranças e tudo!). Ele quer invadir a casa à força (com direito a seguranças e tudo!) e diz que ele e os filhos são as maiores vítimas disto. Neste último ponto estamos de acordo, sem dúvida que aquelas pobres crianças são as maiores vítimas... Ninguém está livre de deixar de amar outra pessoa ou, simplesmente, de já não querer estar com outra pessoa, mas há comportamentos inaceitáveis, tendo em conta que a amizade devia estar na base de tudo e que há crianças no meio desta valente confusão. Pelo menos por elas, todos os casais deviam pensar duas vezes antes de agir/falar e fazê-lo como pessoas civilizadas que, supostamente, somos.
P.S. Curioso que ontem o post foi sobre "Limpezas" e hoje sobre "Roupa Suja"...
26 de outubro de 2013
Limpezas
Se há coisinha que me mexe com os nervos (desculpem se firo a susceptibilidade de alguém) são aquelas pessoas que passam horas e horas a limpar os carros (alguns, "charutos" autênticos!) e, pior, não deixam ninguém comer nos ditos carros. Ok, às vezes deixam, mas lançam sempre aquele olhar e aquela rosnadela se cai uma mísera migalha. É óbvio, que eu não sou adepta de se comer feijoadas dentro do carro, nem mesmo alimentos com molhos, bebidas (sem ser água)... Refiro-me apenas a um snack, um pão, uma bolacha, qualquer coisa que mate o ratito que vive dentro de mim... Como já ouvi algumas rosnadelas e vi alguns olhares felinos, pergunto sempre (mesmo que, aparentemente, se coma naquele carro... o problema é que nunca estou à espera de ouvir um "preferia que não comesses" Arghhhh!). Também gosto que façam o mesmo comigo. Acho que é uma questão de educação e isso nunca faz mal a ninguém. Ao contrário dessas pessoas, para mim o carro é para andar e para me ser útil. E se há pessoa que anda sempre a saltitar, qual golondrina, de um lado para o outro, essa pessoa sou eu (desvantagens de ser freelancer...). Se não tenho tempo para comer em casa e/ou estou com fome enquanto conduzo, então como e pronto (tenho, inclusive, uma lancheira no carro que já me foi muito útil em situações de SOS!). Até que chega a um ponto em que, se juntar todas as migalhas que tenho no carro, acho que consigo fazer um pão daqueles bem grandes, estilo baguete francesa! Só quando eu própria reparo que o meu pequeno veículo está imundo, é que me decido a aspirá-lo/lavá-lo (mas assim só por alto, que não tenho paciência para estar ali com muitos pormenores), o que só acontece aí umas duas/três vezes ao ano. Hoje, aproveitei uma "folguita" depois do almoço, saquei do super aspirador e deixei-o impecável (também, tendo em conta como ele estava antes, acho que se só sacudisse os tapetes já ficava digno de ir a um casamento!)... e agradeci aos céus por ter um micro carro. No final de contas, para quê ter tanto cuidado se na segunda-feira já vou voltar a comer lá e elas (leia-se, as pombas) andem sempre por aí a fazer mira?
25 de outubro de 2013
Os animais da Sophia...
Pois é meus amigos, parece que o S. Peter vai dar uma trégua no fim-de-semana e é tempo de aproveitá-lo da melhor forma possível!! Eu, apesar de estar com trabalho até dizer chega, não quero deixar de aproveitar para dar uma caminhada à beira mar, almoçar numa esplanada ou lanchar uns scones com as amigas. Outro programa que tenho debaixo de olho é a exposição "Invasão da Casa Andresen", sito no Jardim Botânico do Porto. Parece-me uma oportunidade única de rever a casa (e mesmo o jardim, que só me lembro da praxe! Com farinha e ovos nos olhos não se via lá grande coisa), participar numa exposição ímpar com carácter de instalação/encenação (pelos vistos tem de se levar lanterna e tudo!) e observar as espécies animais (vieram de jardins zoológicos de todo o mundo). A exposição estará patente até 17 de Novembro (3.ª a 6.ª feira das 11h às 19h e fins-de-semana das 10h às 19h) e os preços pareceram-me bastante acessíveis. Às vezes gostamos de nos queixar que não há nada de jeito para fazer, que é tudo muito caro e patati patata mas, às vezes, basta uma pequena pesquisa e/ou uma pessoa espectacular como eu a partilhar essa pesquisa (digam lá que eu não sou vossa amiga!), para surgir um programa diferente e super interessante (para os miúdos então, é super didáctico!). Vá lá, não há desculpas para ficar em casa! Aproveitem o sol... e tudo de bom para o lado vosso! Mais informações aqui. Rowwwww! (isto era um grunhido de leão, não sei se perceberam!;)
23 de outubro de 2013
Um amor pode durar uma vida inteira...
Fico com o coração apertadinho quando, de lágrima no canto do olho, me confessam que estão cansados de viver e não se importam de partir, mas têm pena de deixar o amor da sua vida, a companheira dos momentos bons e maus, a cúmplice e a amiga de 62 anos de convivência. São relações como estas (e como as do UP! Quanto chorei neste filme, que tanto gosto!), que me enternecem e me mostram que, de facto, um amor pode durar uma vida inteira. Quase que fico, também eu, com uma lágrima no canto do olho (ou não fosse eu uma lamechas do pior e uma romântica/utópica incurável), mas numa fracção de segundos lembro-me que sou uma profissional e que a emoção deve ficar (um bocadinho) de lado...
Saio (mais vezes do que desejava!!) com muitas dúvidas e algumas certezas, de cabelos em pé e sorriso nos lábios, mas de coração repleto de amor pelos "estranhos" que entram e saem da minha vida. Saio de alma cheia e a valorizar cada momento que passo com eles. Posso não ganhar nem ser reconhecida como desejava, mas sou uma sortuda por amar aquilo que faço e por fazer aquilo que amo.
22 de outubro de 2013
Obaaaaa!
10 seguidores oficiais do blogue (obrigada querida T.! Sem ti, isto não seria possível!)! Finalmente passámos aos 2 dígitos! lol Gostava muito que as pessoas que me lêem com regularidade, se tornassem seguidoras oficiais, mas pronto, não se pode ter tudo. Só o facto de me lerem, já me deixa Simply Happy. Obrigada!
Lar
A expressão "Lar Doce Lar" pode soar a cliché, mas a verdade é que não há nada como a nossa casinha, o nosso lar. É aqui que nos sentimos protegidos, seguros, amados e respeitados. É aqui que temos à vontade para gritar, rir, chorar, criticar, gozar, brincar, elogiar e relaxar. É aqui que podemos (sem pedir licença) abrir o frigorífico e os armários sempre que temos um ratito, acabar com a última bolacha do pacote ou mesmo dar um pum (na casa de banho, vá!). É aqui que saímos nus da casa de banho para apanhar uma peça de roupa que nos esquecemos e gritamos bem alto por alguém que nos acuda, isto é, nos chegue a toalha de banho esquecida. É para aqui que queremos voltar no final de um longo dia de trabalho, mas também é para aqui que queremos vir depois de uma bela saída à noite em que já não aguentamos mais dos pés (malditos saltos altos! Arghhh!). É para aqui que o nosso carro já sabe o caminho e até ligamos o piloto automático. É aqui que queremos estar quando estamos doentes, mas também é aqui que nos sentimos bem e felizes. Obviamente, que nos sentimos felizes nas casas dos outros (e, por vezes, até queríamos ter as casas dos outros nas nossas casas), mas estes ritmos, estas rotinas e rituais, esta maneira de ser e de fazer, esta alegria de meter a chave na porta e termos as vozes do nosso lar e o cheiro da nossa casa (ok, às vezes é o cheiro do cocó da minha gata, mas isso agora não interessa nada)... isto, não há dinheiro no Mundo que compre, nem nada que o substitua. E posso até (ainda) não saber agradecer muita coisa (boa) que tenho na vida, mas se há coisa que eu agradeço (e então em noites de temporal como o de hoje...) é o facto de ter um lar (apesar das "perrices" típicas de qualquer lar, eu acho...). Mais do que uma casa, um lar.
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