1 de outubro de 2013

Sancha Pança

Ando há já algum tempo para partilhar convosco algumas experiências gastronómicas que tenho tido ultimamente (muitas delas a aproveitar as belíssimas esplanadas que existem na cidade e o calorzinho bom que se fez sentir neste Verão!). Vou dividir em dois posts. Este é o mais económico (preço médio das refeições: até 10 euros). Casa Guedes - Muito antes da Time Out lhe dar protagonismo, já eu ouvia falar deste tasco na Praça dos Poveiros. Finalmente, este Verão consegui provar a famosa sandes de pernil! É boa, sim senhora, ainda que com excesso de pimenta para o meu organismo sensível, (mas quem gostar vai delirar com isto, até porque pede uma vinhaça à altura, segundo os entendidos na matéria). Não comi com queijo da Serra, mas diz quem aprecia, que é ainda melhor. Como já referi, é uma tasca. Azulejos aí com 50 anos, mesas e cadeiras com 30 (a esplanada, para quem tiver sorte de apanhar mesa até é simpática). Os donos já têm cabelos brancos e são um tanto ou quanto broncos, mas castiços ao mesmo tempo (acho que ainda não se habituaram ao corre corre que aquilo tem agora).
Munchie - A moda dos hambúrgueres gourmet extravasou o shopping e depois de abrirem que nem cogumelos em Lisboa, chegou a vez do Porto. Só este Verão foram 3 espaços novos com este conceito. Nesta hamburgueria tradicional, à Praça D. Filipa de Lencastre, os hambúrgueres são realmente bons e as batatas, quando não estão queimadas, também. O espaço é giro e o chef Pedro Moura Bessa ainda mais (ohh la la!!). O staff é simpático e atencioso. O design é atractivo, bem como os preços. Os únicos problemas são a falta de espaço (percebo a ideia da "comida de rua", mas não sei como será contornado com dias como os que têm estado... no mínimo, fechem o pátio das traseiras, ok?) e o tempo de preparação dos hambúrgueres.
Bagel Café - A par do Munchie, andava curiosa para experimentar o Bagel Café, sito na Rua Nova da Alfândega. Mais uma vez um espaço giro e um staff simpático. Aqui não há problema de espaço: para além do interior ser bem grande, há ainda uma esplanada nas traseiras. Embora esteja no centro da cidade, conseguimos, rapidamente, teletransportarmo-nos para um barzinho de praia (com esta chuva então, ainda dá mais vontade!). Os bagels em si são quentinhos e bons e podem fazer parte de qualquer refeição do dia. O único problema é não terem sopa do dia para complementar o bagel (em contrapartida, e para quem não gostar de bagels, têm prato do dia). Sou pessoa de (algum) alimento e de (muita) sopa.

30 de setembro de 2013

É oficial. Está aberta a época da manta, das pipocas e dos filmes. Quem aproveitou o Verão, aproveitou. Quem não aproveitou, aproveitasse.

Coisa mai linda!!

Não sou nada da opinião que todos os bebés são bonitos e patati patata. Não são. Ponto. Há bebés bonitos. Há bebés que não são bonitos. Até podem ser fofinhos (sobretudo por serem pequeninos), mas não têm de ser, necessariamente, bonitos. Depois há bebés bonitos e fofinhos (e calminhos!), que só apetece apertar e encher de beijos até não nos poderem ver à frente (e ainda despertam o nosso relógio biológico, raça de miúdos!). É o caso do pequeno V., filho de uma grande amiga de um estaminé aqui ao lado. Se também acharem que ele merece tudo de bom para o lado dele (impossível não achar!!), votem AQUI no concurso da Fisher Price (antevejo já uma carreira como modelo de catálogos infantis)! Podem votar 3 vezes por dia! Obrigada!

27 de setembro de 2013

As eleições

Será que há alguém aí desse lado que está tão fartinha das eleições autárquicas (e da política em geral) como eu?! É que já não aguento mais carros e motas com altifalantes a passar na rua, cartazes em tudo quanto é poste e mupis da cidade, rotundas que parecem consultórios de dentista, tal é o sorriso gigante (e, a meu ver, forçado) dos candidatos nas suas publicidades, folhetos e mais folhetos depositados nas caixas de correio e vidros do carro, para além dos que são distribuídos pessoalmente... Enfim, é todo um exagero, que me choca, pela poluição (inclusive sonora e visual!!) que causa e, sobretudo, pelos rios de dinheiro que se gastam nestas campanhas (de hipocrisia... Já para não falar dos abusos de poder que tenho visto e ouvido falar em terras pequenas e longínquas, mas que me são tão próximas como Freixo de Espada à Cinta, que vivem num monopólio, com salpicos do tempo da Inquisição...). Se pegassem nesse dinheirinho e fizessem alguma coisa pelos cidadãos das suas cidades, aí talvez merecessem algum do meu respeito. Neste momento, estou descrente. E custa-me. A sério que sim.(pena que o Manuel Almeida do PTP não se tenha candidatado de verdade e a sério!!).
O que vale é que depois olho para o cartaz do Rui Moreira e lembro-me do meu querido Philip da série "Uma família muito moderna" (obrigada T. por me teres feito reparar nas semelhanças entre estes 2!! E obrigada L. por me teres feito ver esta série, que me diverte tanto!) e pronto, sai-me logo um sorriso!! (pelo Philip, claro! Também há quem o ache parecido com o Dr. Oz, mas para mim é mais com o primeiro!)

25 de setembro de 2013

Io, tu, lei/lui/Lei, noi, voi, loro... parlare italiano!

Parte boa de estar a aprender italiano: sei dizer muito mais coisas do que o "Dolce Fare Niente", "Ciao, Arrivederci, Buongiorno...", "Grazie/Prego", "Scusa", "Sinistra/Destra", "Baci", "Principessa", "Marco Bellini" e "Che vita da cani". Parte má de estar a aprender italiano: estou sempre com a música do Eros Ramazzotti (enquanto não tenho também a da Laura Pausini, já não é muito mau) na cabeça e, pior, a traduzir para Português. Piú bella cosa non c'é la la la la la... À parte isso (e outras coisas mais...Dio mio! Santa pazienzia!), mi piace aprender italiano!! Sempre quis fazê-lo e, apesar de ser muito mais difficile (e diferente! Às vezes no capisco niente mas, la professoressa diz que parlo molto bene) do que estava à espera, continuo a achar que é uma Língua meravigliosa, belíssima, cantada e muito, muito romântica. Agora só falta mais uma viagem a Itália assim só para praticar un po'.

24 de setembro de 2013

A menina dança?

Não, aqui a menina não dança... mas gostava. Apesar de ser um bocado pé de chumbo e um tanto ou quanto descoordenada, gosto imenso de dança e, sobretudo, de danças de salão/com par. Se estou a fazer zapping e passo por um programa de dança, é certo e sabido que fico logo a ver com toda a atenção. Foi o que aconteceu com o programa "Dança com as estrelas", que acabou no passado domingo. Ora o gravava, ora deixava de sair de casa para o ficar a ver em directo e em família (sim, D. eu via mesmo este programa, não estava a brincar!). Gostei imenso do raio do programa (pena, de vez em quando, ter de tirar o pio à Cristina Ferreira, que é uma querida, é certo, mas que tem uma voz um tanto ou quanto (assim, tipo, muito) estridente para os meus ouvidos sensíveis)! No geral, os concorrentes eram bons e, alguns, mesmo muito bons. A melhor, na minha humilde opinião, era a Raquel Tavares. Exageradinha que só ela (talvez seja por ser fadista/artista...), mas o que é certo é que a miúda dançava como uma profissional. Cada actuação dela era assim de pasmar. Muito bom mesmo. Depois, o Pedro Teixeira, que para além de ter um corpo do caraças (aii Claudinha, põe-te fina!), fazia um par muito interessante com a sua companheira (gira, gira). Havia ali qualquer coisa, não sei. Um misto de sensualidade e química (assim de repente lembro-me do Kizomba que dançaram: Uma expressão vertical de um desejo horizontal!...UAUUUU!!), que até arrepiava! (aii Claudinha, põe-te fina! Mesmo!). Claro que a Rita Pereira também dançava como o caraças, mas depois a miúda lesionou-se, tadita! (Pessoalmente, não vou muito à bola com ela e, sobretudo, com a voz dela, mas como o programa estava feito para ela ganhar, foi chato ter-se lesionado). Quem "ganhou" com isto foi a Sara Matos (mini exageradinha que só ela... na verdade era só quando tinha elogios... talvez seja por ser uma miúda imatura...), que evoluiu a olhos vistos e dançava muito bem também (ou foi impressão minha ou também vi ali uma certa química com o seu partner! Espero que não, pois ela e o giraço do namorado Lourenço, fazem um par mesmo cutxi-cutxi). Os bailarinos profissionais, esses, bem, esses eram simplesmente maravilhosos. Já dizia a Isadora Duncan que "O corpo do bailarino é, simplesmente, a manifestação luminosa da alma". Quem sou eu para acrescentar mais? E é curioso como é que uma arte que me está tão distante, me desperta tanto sentimento e alegria na alma e dei por mim, várias vezes com "pele de galinha", a vibrar com a dança e a bater o pezinho ao ritmo da música. É arte. Arte pura. E é mágica.