5 de junho de 2012
Amigos Improváveis
Depois de muitas tentativas frustradas, ontem consegui, finalmente, ir ao cinema ver o "Amigos Improváveis". Já tinha ouvido muitas opiniões positivas, pelo que as expectativas eram altas... e não saí, de todo, desiludida. Adorei os actores, o argumento, a banda sonora, a cidade que serve de cenário, o filme. Tudo. Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos (confesso que ultimamente não tenho ido muito ao cinema, muito menos tendo em conta que adoro ir ao cinema) e, muito possivelmente, de todos os filmes que já vi. A mim pouco me interessam os efeitos especiais, os actores do momento, os custos de produção associados. A mim interessam-me filmes que, por um motivo ou por outro, me marcam. Assim de repente, lembro-me de filmes como o "Colisão", "Um ano especial", "Rio", "Match Point" (provavelmente vou-me esquecer de alguns que adoro mas pronto, é o costume...). O "Amigos improváveis" vai, de certeza, ficar na minha memória, tal como estes. Um filme que dá para rir e para chorar. Um filme que fala do valor da amizade e de como esta se sobrepõe a raças, crenças e situações sociais/económicas. Um filme que nos mostra o que é ser "pragmático". Um filme que vou querer voltar a ver e que aconselho vivamente a quem ainda não o fez. Um filme bom. Ponto.
31 de maio de 2012
I'm in love with... alpargatas
Hoje estreei as minhas alpargatas novas e estou tão, mas tão contente com esta compra low-cost que nem imaginam!! Primeiro, porque são giríssimas (amarelinhas de renda); segundo, porque foram baratíssimas (12,95 euros na H&M); terceiro, porque são hiper,super, mega confortáveis (parece que ando descalça) e quarto, porque fizeram imenso furor! :) Sem dúvida uma das melhores compras da estação. Love it! Aconselho vivamente (boys & girls!!)!
28 de maio de 2012
Beleza espiritual
A propósito de um comentário meu ao post de uma amiga supimpa, não é tarde nem é cedo para divagar um pouco sobre críticas e aceitação das mesmas. A verdade, verdadinha é que sou uma pessoa muito crítica. Sobretudo comigo. Não porque ache que sou um poço de defeitos mas, antes, porque acho sempre que posso ser/fazer melhor. Tanto que isto roça um pouco o auto-flagelo mas enfim... Sou assim desde que me conheço e acreditem que isto cansa. A mim e a quem me rodeia. Porque como é hábito, o que eu exijo em mim, transponho para os outros. Só que os outros são diferentes de mim, de nós. Não são melhores nem piores. São diferentes. Ponto. E aceitar isto não é fácil. Não para mim que sou uma perfeccionista nata. Não para mim que acho sempre que os outros podiam ter agido da maneira x e resolvido um assunto da forma y. Mas é possível aceitar o outro como ele é e, acima de tudo, aceitarmos-nos como nós somos. Porque isto está muito relacionado com aquilo que aceitamos de nós mesmos, antes de aceitarmos nos outros. E, muitas vezes, aceitamos determinadas coisas em amigos/as que não toleramos em namorados/maridos/pais/irmãos. Será justo? Será que eles têm de ser perfeitos só porque estão mais próximos de nós? Se aceitamos nos amigos (ou pelo menos passamos ao lado disso) por que razão não aceitamos neles que são os nossos melhores amigos (pelo menos os últimos, vá!!)?! Acredito que seja um trabalho diário, gradual mas que, a médio/longo prazo, dará muito gozo e muita tranquilidade. E olhando para exemplos reais que me rodeiam, a ambição de conseguir atingir esse "estado zen" torna-se mais próxima, mais real, mais segura. E eu vou conseguir. Eu sei que sim.
19 de maio de 2012
Music Box
Eu admito: não percebo nada de música. Nunca percebi nem vou perceber e vivo muito bem com isso. Conheço minimamente grupos e cantores, algumas músicas mas, raramente, decoro nomes de álbuns, anos de edição, etc e tal. Mas há uma coisa que eu gosto e sempre gostei: assistir a concertos ao vivo. Gosto da euforia do público, da adrenalina do pré e pós concerto, de me sentir arrepiada com algumas músicas, da boa disposição (mesmo com chuva), de pensar em pessoas especiais e... de viver e ser happy. E foi mais ou menos isto que aconteceu ontem no concerto dos Coldplay. Já os vi no ano passado no Alive, mas ontem foi diferente. Um concerto é sempre diferente de um festival e se não ia com muitas expectativas para o espectáculo, só posso dizer que fiquei agradavelmente satisfeita por ter ido. Há meio mundo que gosta deles, outros tantos que os odeiam e ainda quem diga que são muito comerciais (não sei se são os mesmos que os odeiam). Eu, como já admiti, não percebo nada de música, portanto, sinto-me na liberdade de dizer que gostei, que me diverti e que, por isso, agradeço-lhes terem transformado uma noite chuvosa numa noite cheia de calor humano e boa disposição (Também agradeço terem vindo cá para trás tocar e dar uma recompensa a quem chegou mais tarde, podendo vê-los mais de perto. eheh!). E é para isto que a música serve. Seja comercial ou não, cumpriu uma das suas funções. Na perfeição.
P.S. Era suposto esta foto ser um link para a música "The scientist" mas não estou a conseguir... maçarica!!
Aviso: Os guarda-chuva não entram neste tipo de espectáculo, portanto bem que ficam à porta e, no fim, é ver meia dúzia de cromos com sacos cheios deles para venderem na vandoma. Risota!! :)
7 de maio de 2012
White power
Ao almoço, o senhor do refeitório era uma simpatia para mim:"Não quer provar isto senhora doutora?", para aqui; "Claro que pode ser com aquele arroz menina", para ali. Desfazia-se em risinhos, era o que era. Ainda achei que se devia aos meus lindos olhos, mas não. Afinal, a razão de ser tão bem atendida tinha uma cor: branco. E uma peça de roupa: bata. É incrível o poder de uma bata branca (então se se for com o estetoscópio a fazer de colar ainda melhor! Sim, porque ainda estou para perceber essa "moda"/mania/panca/estupidez...). Bastou ir sem o raio da bata para passar a ser atendida com um:"É para almoçar?" (não, estou só ali para comprar maçãs!?!) ou " Ah não podemos trocar os acompanhamentos" e, praticamente, sem olhar para mim!! Faz assim tanta diferença se vou de ténis rotos, de vestido de gala ou de bata?! Parece que sim. De um dia para o outro, deixei de ser a "senhora doutora" e, pior do que isso, deixei de ser "a menina". Fiquei um pouco decepcionada, confesso. Achei mesmo que o facto de ser tratada com tanta gentileza era sincero... O que me vale é que para algumas pessoas sou, e serei sempre, a "menina doutora". Que riquezas!! :)
25 de abril de 2012
Um ano!!! :)
Já passou um ano desde que criei este blog. Não escrevo com a frequência que gostaria, mas escrevo com o mesmo entusiasmo do início o que, fazendo um paralelismo com as relações amorosas, significa que continuo apaixonada pelo blog e por este mundo da escrita. Nunca foi meu intuito ter seguidores... mas confesso que gosto quando estes se "queixam" que já não escrevo há muito tempo. Nunca escrevi para os comentários... mas fico muito happy quando estes aparecem. Continuo a escrever para me ler a mim, é um facto, mas saber que há alguém aí desse lado que gosta de me ler e que se diverte com as coisas que eu para aqui escrevo é delicioso. Nunca me esqueço do que a minha querida amiga J. me disse há um ano atrás no início desta aventura: "É incrível, mas quando leio o teu blog, parece mesmo que te estou a ouvir falar" (+- isto). E é bom, é muito bom saber que consigo transpor na escrita um bocadinho daquilo que sou, daquilo que penso, daquilo que me faz ser única. Única como cada uma de vós. Porque cada uma de nós tem qualidades e defeitos que nos tornam únicas e há-que aprender a valorizar isso. É um trabalho diário, é certo, que começa em nós, mas vale a pena. Vale a pena amarmo-nos, respeitarmo-nos e valorizarmo-nos, independentemente do que acontecer à nossa volta. E pode acontecer muita coisa... boa e menos boa (ou mesmo má). O segredo não é esperar que a tempestade passe... é sim, aprender a dançar à chuva. E passado um ano, sinto que é isto que tenho aprendido a fazer. Aprender a viver para ser happy...um dia de cada vez. Passado um ano nem tudo está como eu desejaria, mas está melhor e hoje sinto-me mais eu. E ainda que este blog dê um contributo pequenino, dá-o e, enquanto assim for, continuarei a escrever...
20 de abril de 2012
Saudades do teu cheiro, da tua voz, do teu discurso, da tua sensibilidade, do teu sorriso e das tuas gargalhadas. Saudades de ti... e saudades de mim quando estou contigo, pequena M.
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