19 de maio de 2012
Music Box
Eu admito: não percebo nada de música. Nunca percebi nem vou perceber e vivo muito bem com isso. Conheço minimamente grupos e cantores, algumas músicas mas, raramente, decoro nomes de álbuns, anos de edição, etc e tal. Mas há uma coisa que eu gosto e sempre gostei: assistir a concertos ao vivo. Gosto da euforia do público, da adrenalina do pré e pós concerto, de me sentir arrepiada com algumas músicas, da boa disposição (mesmo com chuva), de pensar em pessoas especiais e... de viver e ser happy. E foi mais ou menos isto que aconteceu ontem no concerto dos Coldplay. Já os vi no ano passado no Alive, mas ontem foi diferente. Um concerto é sempre diferente de um festival e se não ia com muitas expectativas para o espectáculo, só posso dizer que fiquei agradavelmente satisfeita por ter ido. Há meio mundo que gosta deles, outros tantos que os odeiam e ainda quem diga que são muito comerciais (não sei se são os mesmos que os odeiam). Eu, como já admiti, não percebo nada de música, portanto, sinto-me na liberdade de dizer que gostei, que me diverti e que, por isso, agradeço-lhes terem transformado uma noite chuvosa numa noite cheia de calor humano e boa disposição (Também agradeço terem vindo cá para trás tocar e dar uma recompensa a quem chegou mais tarde, podendo vê-los mais de perto. eheh!). E é para isto que a música serve. Seja comercial ou não, cumpriu uma das suas funções. Na perfeição.
P.S. Era suposto esta foto ser um link para a música "The scientist" mas não estou a conseguir... maçarica!!
Aviso: Os guarda-chuva não entram neste tipo de espectáculo, portanto bem que ficam à porta e, no fim, é ver meia dúzia de cromos com sacos cheios deles para venderem na vandoma. Risota!! :)
7 de maio de 2012
White power
Ao almoço, o senhor do refeitório era uma simpatia para mim:"Não quer provar isto senhora doutora?", para aqui; "Claro que pode ser com aquele arroz menina", para ali. Desfazia-se em risinhos, era o que era. Ainda achei que se devia aos meus lindos olhos, mas não. Afinal, a razão de ser tão bem atendida tinha uma cor: branco. E uma peça de roupa: bata. É incrível o poder de uma bata branca (então se se for com o estetoscópio a fazer de colar ainda melhor! Sim, porque ainda estou para perceber essa "moda"/mania/panca/estupidez...). Bastou ir sem o raio da bata para passar a ser atendida com um:"É para almoçar?" (não, estou só ali para comprar maçãs!?!) ou " Ah não podemos trocar os acompanhamentos" e, praticamente, sem olhar para mim!! Faz assim tanta diferença se vou de ténis rotos, de vestido de gala ou de bata?! Parece que sim. De um dia para o outro, deixei de ser a "senhora doutora" e, pior do que isso, deixei de ser "a menina". Fiquei um pouco decepcionada, confesso. Achei mesmo que o facto de ser tratada com tanta gentileza era sincero... O que me vale é que para algumas pessoas sou, e serei sempre, a "menina doutora". Que riquezas!! :)
25 de abril de 2012
Um ano!!! :)
Já passou um ano desde que criei este blog. Não escrevo com a frequência que gostaria, mas escrevo com o mesmo entusiasmo do início o que, fazendo um paralelismo com as relações amorosas, significa que continuo apaixonada pelo blog e por este mundo da escrita. Nunca foi meu intuito ter seguidores... mas confesso que gosto quando estes se "queixam" que já não escrevo há muito tempo. Nunca escrevi para os comentários... mas fico muito happy quando estes aparecem. Continuo a escrever para me ler a mim, é um facto, mas saber que há alguém aí desse lado que gosta de me ler e que se diverte com as coisas que eu para aqui escrevo é delicioso. Nunca me esqueço do que a minha querida amiga J. me disse há um ano atrás no início desta aventura: "É incrível, mas quando leio o teu blog, parece mesmo que te estou a ouvir falar" (+- isto). E é bom, é muito bom saber que consigo transpor na escrita um bocadinho daquilo que sou, daquilo que penso, daquilo que me faz ser única. Única como cada uma de vós. Porque cada uma de nós tem qualidades e defeitos que nos tornam únicas e há-que aprender a valorizar isso. É um trabalho diário, é certo, que começa em nós, mas vale a pena. Vale a pena amarmo-nos, respeitarmo-nos e valorizarmo-nos, independentemente do que acontecer à nossa volta. E pode acontecer muita coisa... boa e menos boa (ou mesmo má). O segredo não é esperar que a tempestade passe... é sim, aprender a dançar à chuva. E passado um ano, sinto que é isto que tenho aprendido a fazer. Aprender a viver para ser happy...um dia de cada vez. Passado um ano nem tudo está como eu desejaria, mas está melhor e hoje sinto-me mais eu. E ainda que este blog dê um contributo pequenino, dá-o e, enquanto assim for, continuarei a escrever...
20 de abril de 2012
Saudades do teu cheiro, da tua voz, do teu discurso, da tua sensibilidade, do teu sorriso e das tuas gargalhadas. Saudades de ti... e saudades de mim quando estou contigo, pequena M.
8 de abril de 2012
Viva México!
Voltei, voltei, voltei de lá...ainda agora estava lá e agora já estou cá! Tudo para dizer que... voltei da super viagem de finalistas (ou não!). Numa palavra: maravilhosa. Sim, foi uma viagem 5 estrelas. Gostei das pessoas, da cultura, das praias, dos mojitos, dos animais, das excursões, do clima... Confesso que não ia com grandes expectativas e, talvez por isso, tenha sido surpreendida. Quem já tinha ido fartou-se de elogiar, mas eu sou muito desconfiada e preferi ver (e sentir) in loco. E assim foi. Apesar da viagem ser super, hiper, mega longa (10 horas para lá e 8,30 para cá, partidas de Lisboa para Cancún. Somem mais 1h30, sensivelmente, até à Riviera Maya. Um verdadeiro martírio para as minhas cruzes) vale muito a pena. Os nativos fazem de tudo para nos agradar e não me pareceram muito hipócritas (o que é de louvar tendo em conta a carrada de americanos idiotas que por lá se pavoneiam...arghhh!). O tempo é óptimo (embora à tarde o sol, praticamente, se escondesse atrás de nuvens que ameaçavam chover... nunca caiu uma pinga). Os hotéis são muito bons dentro do padrão centro/sul americano. Poucas melgas (humanas, algumas, vá...) e muitas iguanas, tejons e osos formigueros peace & love. A comida é normal e apesar do cuidado com a água (muito pesada para o nosso organismo) e com as saladas, o Imodium é sempre um amigo fiel. Uma semana passa num instante e para quem quiser aproveitar o sol (rais ta parta este moreno que já está todo o sair...), as excursões não podem ser todas feitas. Fiz:
Tulum (ruínas e praia. A explicação sobre os Maias é interessante e a praia é muito bonita. Excursão de meio dia);
Xcaret (parque temático. Excursão de um dia e não chega para ver tudo! Fiz snorkel, nadei num rio subterrâneo, toquei em estrelas do mar, tartarugas e borboletas e, portanto, só me faltavam os ouriços cacheiros para ser perfect! No final há um especáculo muito bonito sobre a cultura mexicana);
Playa del Carmen (5a avenida. Basicamente, a Oura lá do sítio. Dá para jantar, tomar um copo e comprar os recuerdos. Boa dose de paciência para encontrar coisas engraçadas e não muito pindéricas, na minha opinião. Há uma galeria de arte numa pracinha giríssima que tem quadros lindos!! Quero + um!!);
Coco Bongo (cabaret/discoteca. Muito louco. Eu gostei muito. É completamente diferente porque conjuga espectáculo com dança e há muita bebida e muitos italianos entradotes a quererem fiesta e muita loucura e tudo, e tudo e tudo).
Fiquei com pena de não ir a Cancún e a Coba (Chichen Itza é longe e muito cansativo, pelo que me disseram), mas ficará para uma próxima. As excursões não são baratas mas, as que fiz, valeram cada peso que gastei. Os hotéis também têm muita animação, pelo que se passa muito bem o tempo. Basicamente, ao fim de uma semana parece que já estamos lá há duas mas queremos ficar mais duas! Como não pode ser, no final da viagem, preparem-se para desembolsar à volta de 50 euros (ou 1000 pesos. Não aceitam dólares neste pagamento mas em tudo o resto sim. Estúpido, no mínimo) para poderem sair do país... se quiserem! :)















Tulum (ruínas e praia. A explicação sobre os Maias é interessante e a praia é muito bonita. Excursão de meio dia);
Xcaret (parque temático. Excursão de um dia e não chega para ver tudo! Fiz snorkel, nadei num rio subterrâneo, toquei em estrelas do mar, tartarugas e borboletas e, portanto, só me faltavam os ouriços cacheiros para ser perfect! No final há um especáculo muito bonito sobre a cultura mexicana);
Playa del Carmen (5a avenida. Basicamente, a Oura lá do sítio. Dá para jantar, tomar um copo e comprar os recuerdos. Boa dose de paciência para encontrar coisas engraçadas e não muito pindéricas, na minha opinião. Há uma galeria de arte numa pracinha giríssima que tem quadros lindos!! Quero + um!!);
Coco Bongo (cabaret/discoteca. Muito louco. Eu gostei muito. É completamente diferente porque conjuga espectáculo com dança e há muita bebida e muitos italianos entradotes a quererem fiesta e muita loucura e tudo, e tudo e tudo).
Fiquei com pena de não ir a Cancún e a Coba (Chichen Itza é longe e muito cansativo, pelo que me disseram), mas ficará para uma próxima. As excursões não são baratas mas, as que fiz, valeram cada peso que gastei. Os hotéis também têm muita animação, pelo que se passa muito bem o tempo. Basicamente, ao fim de uma semana parece que já estamos lá há duas mas queremos ficar mais duas! Como não pode ser, no final da viagem, preparem-se para desembolsar à volta de 50 euros (ou 1000 pesos. Não aceitam dólares neste pagamento mas em tudo o resto sim. Estúpido, no mínimo) para poderem sair do país... se quiserem! :)
25 de março de 2012
Las sopas y el resto

Sete anos depois... o mesmo número de companheiros da pseudo-viagem de finalistas, a mesma Língua mas... mais do que o dobro da distância e de número de dias de descanso (muito bem visto querida F.), provavelmente, de acordo com o esforço e empenho dedicado a este curso.... dias de sopas e descanso, aqui vou eu!!!
22 de março de 2012
Bem-vinda Primavera!

Para mim a mudança de estação é sempre no dia 21 e ponto final. Digam o que disserem para mim a Primavera começou hoje (ou melhor, ontem), se bem que com o tempo que tem estado, praticamente tem sido tudo a mesma coisa. Não gosto lá muito de chuva, é um facto, mas também me faz alguma confusão não haver nenhuma como tem sido este ano. Até já tenho saudades do cheiro a terra molhada... para não falar do aspecto económico da coisa em termos agrícolas, energéticos... é uma chatice, é o que é. Com esta crise, bem que dispensávamos mais esta situação. Mas voltando ao modo Primavera, gosto muito, muito desta estação. Só tenho pena que ultimamente quase não dê para fazermos (em termos de guarda-roupa) uma transição suave, como o entardecer de uma tarde primaveril... Ou estamos a vestir as golas altas e as botas ou já estamos de sandálias e tops (também há aí muita malta que exagera!! OMG). E as camisolinhas de algodão? E as sabrinas (ou bailarinas ou como queiram chamar)? Ai eu cá não as dispenso. Nã, nã. Tenho de fazer esta transição, custe o que custar. E mesmo com este sol, o frio ainda não me deixou apostar nas ditas sabrinas (estou proibida de comprar mais)e camisolas (duas já cá cantam), para além de que as cores pálidas ainda não combinam com a minha pele, também de si nestes tons (fófinhos que só eles mas não esqueço o meu coral e o azulão). Agora só nos faltava era chover a potes nos próximos meses... mal por mal pode-se adiar isso para Novembro pf? Vá, um dia aqui ou ali para sentir o cheiro da chuva é bem-vindo... tal como a Primavera.
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