8 de setembro de 2011

Less is More

No seguimento do post sobre a bijuteria de Verão hoje apetece-me escrever sobre a versão masculina, sendo que à bijuteria vou acrescentar a marroquinaria (infelizmente, não é só desta época do ano...). Sim, porque se uma só já era mau, eis que alguns seres estranhos que habitam o nosso planeta ousam pelas duas vertentes. Vamos ver se nos entendemos machos latinos do meu coração: os brincos, colares (os de ouro/prata com a cruz de Cristo ao peito e os terços à CR7, inclusive), pulseiras e outros que tais foram feitos para, nós mulheres, nos pavonearmos, qual montra da Parfois. Até pode haver material muito giro para vocês mas, vão por mim, que, tal como para nós, a máxima Less is More é para seguir e, portanto, um relógiozinho catita é mais do que suficiente para vocês...
Depois, há outras personagens que se lembraram de desenhar e, pior, fabricar, bolsas para o sexo masculino. Bolsas?! Mas porque raio é que os gajos precisam de bolsas? Alguém me sabe explicar? A carteira, o telemóvel e as chaves cabem, perfeitamente, nas mãos e/ou bolsos e, em último caso (mas só em último!!!), nas nossas carteiras. Não sei se já perceberam mas, nós mulheres, andamos sempre apetrechadas de pastilhas elásticas, lenços de papel, Ben-u-ron e respectiva água, espelho e tudo o mais que vocês se lembrarem e precisarem, portanto, a vossa bolsinha de "Ah e tal sou um gajo independente e ando sempre com as minhas coisinhas atrás" não tem razão de ser!! Até podem ter uma coisa dessas escondida no carro mas, por favor, não a mostrem! Bem, eu, pelo sim, pelo não, sou adepta das big bags que é para não correr riscos... não vá o diabo metrosexual tecê-las...

2 de setembro de 2011

Manifs

Os meus amigos funcionários públicos que me perdoem mas este é um assunto que me me causa alguma comichão há alguns anos... Então é assim: o meu maior sonho era ser funcionária pública. Receber o meu certinho ao fim do mês (não interessa se é menos do que no privado. Temos que admitir que, regra geral, as exigências também são diferentes...), chegar à horinha e pôr-me na alheta e não me chatear em casa com trabalho pendente pois, afinal, amanhã também é dia. Infelizmente, não tive, nem sorte, nem cunha suficientemente boa para me meter lá dentro e, portanto, tenho muita dor de cotovelo. Não obstante, e uma vez que estamos em pleno cenário de crise, vai que ontem me deparei com o anúncio de mais uma manifestação de professores que não foram contratados (é impressão minha ou é todos os anos a mesma coisa?). Pois bem meus queridos: eu compreendo perfeitamente que a vossa situação nem sempre é a melhor e que andam muitas vezes com a casa às costas, e que assim é difícil constituir família e que têm de aturar crianças e jovens (e quando não são os pais já é uma sorte!) que parecem saídos de um gang e tudo e tudo e tudo. Mas meus amigos, há milhares de pessoas que nunca tiveram sequer oportunidade de mostrar o que valem em diferentes áreas e nem por isso andam aí a fazer manifs a torto e a direito!!! O que vocês têm é um sindicato muito pró-activo (às vezes até demais, diga-se de passagem...) que se lembra sempre de fazer greve e manifs à sexta-feira...(será coincidência?) O governo não consegue dar emprego a todos os professores, da mesma forma que, também não dá a psicólogos, geógrafos, nutricionistas, engenheiros e doutores de tudo e mais alguma coisa. Porque raio é que os professores têm de ter um tratamento diferente dos outros?! E porque raio é que uma função pública com 700 mil funcionários não quer que haja despedimentos?? Esperemos que venham aí dias melhores....esperemos. Mas não sentados.

28 de agosto de 2011

Tecnologias da juventude

Ontem, enquanto fazia a inspecção ao momento de Internet da minha afilhada no seu Magalhães (devia ser com minúscula ou quê?) deparei-me com a pirralha a criar uma conta de email. Um email??! Terei visto bem? Mas para que raio uma criança de 9 anos precisa de um email, perguntei eu para os meus botões... Bem, o que é certo é que ela lá criou a sua conta de email e sem precisar de grandes ajudas. É impressionante a capacidade que estas crianças de hoje em dia têm para as tecnologias informáticas e afins... No meu tempo não era nada assim. Tive o 1º computador para aí aos 16 anos e email então só para aí na faculdade...e...e... Na verdade também nunca fui (e não sou...) muito de consolas e coisas assim altamente tecnológicas. Até já me chamaram de retrógada mas o que é certo é que da última vez que me armei em tecnológica a coisa correu para o torto...
Hoje em dia esta juventude é muito diferente da minha/nossa. Elas arranjam-se como se fossem sempre para uma festa e não largam os saltos e a maquilhagem; Eles perdem mil anos a fazer o penteado da moda e já não passam tardes a jogar à bola mas sim a ver (e comentar) outras bolas... Alguma vez na minha vida me passou pela cabeça ir para a Queima e/ou Feiras Novas de saltos?! O kit destas festas estava sempre pronto e, vos garanto, que hoje se confundia com roupa de ir ao Gym... Mas enfim...os tempos são outros e as mentalidades também e há que saber adaptar. Mas uma coisa também vos digo: há tempo para tudo e a adolescência/juventude da minha geração foi muito, mas mesmo muito feliz. Sem saltos e sem maquilhagem (poucos/pouca, vá).

24 de agosto de 2011

Free (sem ser a Ana...)

Para que não se queixem de que não há nada free (ou quase...) para fazer no Porto aqui vão duas sugestões:

- concertos na Casa da Música (com direito a se candidatarem a receber uma mantinha polar. Isto se um idoso não vos der uma bengalada para ficar com mais uma para oferecer no Natal...);

- concertos no Palácio de Cristal (noites ritual 2011 - 3euros).

Bem sei que o Verão não está a convidar para grandes passeios nocturnos mas Verão 2011 só temos este, portanto há que aproveitar para ser Happy...ainda que com um agasalho!:)

Malditos transportes públicos!

Hoje tive a feliz (ou infeliz...) ideia de ir a uma festa infantil, com a M., de transportes públicos. A odisseia começou bem cedo com o ter de meter a tralha toda e mais alguma no carrinho de passeio. Depois de já ter perdido 1kg só nesta árdua tarefa aí vou eu pela rua acima. Ufa! Só falta mais um pouquinho e tcharan! O primeiro autocarro a passar mesmo à minha frente. Ok. Ainda temos tempo. Entretanto passa mais um e ainda não estamos na paragem...Mau Maria! Esperamos mais uns largos minutos e vislumbro um autocarro lá ao fundo. Bem, até nem demorou assim tanto... podia ter sido pior. Faço sinal de paragem. Arrisco a meter o carrinho e eis que o motorista me diz:"Já não pode entrar porque já vai aqui um carrinho. São as regras." Como??! Terei ouvido bem?! Mas que raio de regra é esta?! Com mil smurfs que não percebo tal...e se estivesse a chover a potes? E se todos já trouxerem um carrinho da paragem de origem, eu não entro é isso? Enfim...tive mesmo de esperar. Depois lá veio um disponível e tudo ok até ao destino (com mil transbordos pelo caminho, é certo...). Brincar. Comer. Cantar parabéns. Brincar de novo. M.: aqui vamos nós de volta a casa. A parte do metro corre sem sobressaltos e finalmente chega o último transbordo. Aguardo na paragem que o autocarro pare no local apropriado e quando entro vira-se o motorista para a minha pessoa: "Não viu que eu já estava parado ali atrás há imenso tempo? Não sabia entrar ali?" Como?? Terei ouvido bem?! Não basta ter uma criança comigo, não me ter aberto a porta de trás e ainda tenho que ouvir baboseiras? Tive de lhe responder educadamente que a paragem era ali naquele local onde eu estava e que a sua falta de educação qualquer dia lhe custava o emprego. Ele não achou muita piada e ainda ouve ali um bate-papo (peço desculpa por não ter sangue de barata!) mas tive o apoio incondicional das idosas que por ali seguiam viagem. Isto há cada uma...

Moral da história: para a próxima vou mesmo no meu "periquito" e se muitos pensassem e pudessem (economicamente) agir como eu, se calhar, o meu presságio de desemprego para este mau profissional passava a ser uma realidade.

17 de agosto de 2011

Bijuteria de Verão


Ao longo de vários anos de observadora nata tenho-me deparado com uma questão curiosa: pessoas que vão para a praia cheias de bijuteria (a roçar a árvore de natal...). Ele é o colar com a cruz "à betinha", a Pandora a pesar quilos, os anéis e, claro está, os super brincos. Confesso que me faz alguma espécie ver tanta tralha a reflectir os raios de sol contra os meus olhinhos sensíveis, já para não falar do facto de odiar marcas e, portanto, para mim é impensável ficar com tatuagens de pele branca (acreditem no que vos digo, eu que usei anos e anos a pulseirinha do Sr. do Bonfim sem nunca lá ter metido os pés...). Claro que depois há os cremes e o próprio suor típico de um dia de Verão e o facto de, na minha opinião, a praia ser um local onde o sentido prático é o mais importante...enfim... E por falar em bijuteria de Verão...estou completamente rendida com um anel da CK que fica perfeito com as calças coral e a pele moreninha. Love it!:)

10 de agosto de 2011

Mãe do coração

Ainda esta semana, num lanchinho muito agradável com as amigas de sempre, falou-se de um assunto que começa a fazer parte dos temas de conversa: filhos. Ter ou não ter, eis a questão. Pois bem, é um facto que o Homem foi feito para procriar, mas também é um facto que não temos de querer todos as mesmas coisas, nem fazer todos as coisas da mesma forma. Há várias opções de ser e estar na vida e, ter filhos, pode, pura e simplesmente, não fazer parte dos planos de uma pessoa/casal. E não, quem não quer ter filhos não tem de ser visto de lado, ser alvo de comentários do género: "Ai coitados, não devem poder ter filhos...de quem será o problema?" ou ser visto como egoísta e um pobre coitado que mais tarde se vai arrepender (a este propósito, já ouvi muito pai e muita mãe a lamentar-se por ter filhos, o que nem sempre é agradável de se ouvir e, acredito, de sentir...). Sim, minhas queridas, há pessoas que não querem ter filhos, assim como há pessoas que não fazem questão de ter filhos biológicos. Nem sempre a realização plena passa pela maternidade típica. Nem sempre a felicidade pura implica ser mãe. Nem sempre a mesma opinião dura uma vida inteira. Mas agora, neste momento, ser mãe do coração faz o meu transbordar de alegria e orgulho: para ti M., o meu pequeno grande amor.